quinta-feira, 18 de Junho de 2009

WebQuest: para professores e alunos


A Unidade Curricular, Tecnlogias Educativas, tem me dado a conhecer imensa coisa...coisas da qual eu desconhecia. Quero dar-vos a conhecer a WebQuests.

O que são WebQuests? Em 1995, o Professor Bernard Dogdge, da San Diego State University, escrevia um curto artigo em que propunha a criação de um conceito – WebQuest – que auxiliasse na clarificação de um determinado tipo de actividades que estavam a ser postas em prática no âmbito de um projecto cujo nome de código era EDTEC 596. Neste artigo, ficava definido WebQuest (literalmente, uma demanda na Web): "Um WebQuest é uma actividade orientada para a pesquisa em que alguma, ou toda, a informação com que os alunos interagem provém de recursos na Internet, opcionalmente suplementados por videoconferência. Existem, pelo menos, dois níveis de WebQuests que devem ser distinguidos um do outro" (…).

Dodge propõe a definição de dois níveis, que se prendem com a duração dos projectos – curta (uma a três aulas) e longa (uma semana a um mês em ambiente de sala de aula) –, mas também com a dimensão de aprendizagem que implica e que é explicitada com recurso ao modelo de Marzano (1992): no caso dos projectos de curta duração, estar-se-ia perante aquisição e integração de conhecimentos, isto é, a Dimensão 2 deste modelo, enquanto os projectos de longa duração teriam como objectivo a extensão e refinamento de conhecimentos (Dimensão 3).



Porquê WebQuests A possibilidade de acesso à Internet, nas nossas escolas de 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário, está assegurada pela iniciativa Internet nas Escolas, do Ministério da Ciência e Tecnologia. Também o Ministério da Educação, através do Programa Nónio – Século XXI, financia projectos de escolas que queiram abrir-se às potencialidades educativas das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), apoiando a criação de Centros de Competência cuja missão é oferecer formação e dar apoio às escolas que a eles se agreguem.

Neste quadro, do qual está, infelizmente, ausente a esmagadora maioria das escolas de 1.º ciclo, é extremamente útil que a navegação na Internet, por parte dos nossos alunos, possa ser estruturada e profícua. De facto, se "navegar" é preciso, é bom fazê-lo com metas traçadas e, sempre que necessário, com rumo definido.

O tempo em educação é um factor crucial, precioso, que não pode malbaratado. Se navegar sem rumo muito certo pode ser, numa primeira fase, útil e agradável, acaba por se tornar cansativo e pouco compensador. Impõe-se, portanto, racionalizar a utilização de recursos. É a esta racionalização e estruturação de pesquisa que um WebQuest pretende corresponder.



Como criar um WebQuest Bernard Dodge propõe que um WebQuest seja constituído por seis partes, pelo menos:

1. Uma introdução em que se defina claramente o que se pretende e que dê alguma informação preliminar de base.
2. Uma tarefa, que seja, ao mesmo tempo, exequível e interessante.
3. Um conjunto de fontes de informação necessárias à consecução da tarefa. O autor sugere que a maior parte destas fontes deve estar incluída, na forma de hiperligações, no próprio corpo do WebQuest. Estas hiperligações podem remeter para: documentos colocados na World Wide Web; peritos num determinado assunto; bases de dados pesquisáveis na própria Internet; bem como livros ou outras fontes a que os alunos possam ter um acesso fácil. Impede-se, desta forma, que o aluno vagueie pela Internet, que lhe dificultaria desnecessariamente o completamento da tarefa num espaço de tempo razoável.
4. Um descrição do processo pelo qual os alunos devem passar para realizar a tarefa. Esta descrição deve explicitar os procedimentos e/ou passos a dar.
5. Orientações sobre como organizar a informação recolhida. Estas podem adquirir o formato de questões que encaminhem os alunos, ou de indicações quanto a determinadas tarefas a realizar ou instrumentos a utilizar.
6. Uma conclusão.
Outros factores devem ser levados em conta, nomeadamente a motivação a dar aos alunos. Esta pode passar pela realização em grupo do WebQuest, ou pela definição, no corpo do WebQuest, de papéis que os alunos devem desempenhar e que os ajude a tomar um determinado ponto de vista ou a focar a atenção sobre pontos específicos de um assunto ou tema.

Finalmente, os temas a tratar podem dizer respeito a uma disciplina ou, pelo contrário, apontar para ligações interdisciplinares. Do ponto de vista da concepção e desenvolvimento de WebQuests, é mais simples começar com WebQuests restritos a uma só disciplina e, mais tarde, com experiência acumulada, passar à elaboração de WebQuests que cruzem conhecimentos de várias áreas disciplinares.

Existe na Internet, também elaborado pelo mesmo Bernard Dodge, um conjunto de páginas que facilitam imenso o processo de criação de WebQuests, cuja página principal se mostra na Figura 1 - Building Blocks of a WebQuest.

quarta-feira, 6 de Maio de 2009

Windows Movie Maker



http://www.youtube.com/watch?v=qgsJg3TzSZE

No decurso das aulas Tenologias Educativas, fiquei a conhecer 2 programas fantásticos. Apresento-vos o Movie Maker e o Photo Story, 2 programas informáticos fundamentais.
Os novos softwares presentes no PC`s impressionam. Estes podem ser usados numa sala de aula e favorecem a construção do conhecimento no educando.
O Windows Movie Maker é um software de edição de vídeos compilado juntamente com a instalação do Windows. É um programa simples e de fácil utilização, o que permite pessoas com menos experiências na área da informática possam adicionar efeitos de transição, textos personalizados e áudio nos seus filmes.

Windows ME, Windows XP e o Windowa Vista. Após salvo, pode ser visto pelo Windows Média player ou pode ser copiado em Cd, pois o Movie Maker salva os vídeos em formato WMV AVI. Contudo, o Photo Story, muito semelhante ao Movie Maker, permite a elaboração de efeitos, música, vídeos com narração, etc.

quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Leucemia





Faço uma sugestão a todos os aluno da cadeira Tecnologias Educativas!! Seja dador!! Ajude nesta causa. Ser dador de medula óssea é actualmente equivalente a ser dador de sangue.
A disponibilidade dos dadores é essencial para o combate desta doença.
Contribua!!!
A sua ajuda é fundamental.
A minha mana, n´altura com 16 anos, foi-lhe diagnosticada uma leucemia linfoblástica aguda. Sei o que isto é...e sei que ajuda de todos é fundamental, com a colaboração e boa vontade de todos tudo se pode tornar mais "fácil"...




Visite o site www.youtube.com/juntospelateresa

quarta-feira, 29 de Abril de 2009

O Delicious!!!


O Delicious oferece um serviço on-line que permite adicionar e pesquisar bookmarks sobre qualquer assunto. Mais do que um mecanismo de buscas para encontrar o que quiser na web ele é uma ferramenta para arquivar e catalogar os seus sites preferidos. Também podemos compartilhar o bookmarks com os amigos e visualizar os favoritos públicos de vários membros da comunidade. Além desse uso o delicious pode ser usado para criar listas de presentes, para acompanhar web-sites que tem conteúdo e links dinâmicos e para pesquisas sobre qualquer assunto.
O Delicious possui uma barra de ferramentas que facilita o uso do site. Após instalada no seu navegador, aparecerão dois ícones: um, representado pelo ícone do delicious, é um link para a página oficial do serviço ou para a página inicial de favoritos do usuário "logado" actualmente; o outro, uma etiqueta com o nome tag,que deve ser usado para adicionar páginas aos seus favoritos. Ao usar a função TAG THIS da extensão, surgirá uma pop-up pedindo que nós descrevamos o site e crie tags para ele.


No decurso das aulas de Tecnologias Educativas aprendemos o que é o RoboBraille.
O RoboBraille é um conversor gratuito de textos para formato digital em áudio MP3 e braille.
O RoboBraille está disponível gratuitamente para todos os utilizadores que o utilizem para fins não comerciais. A utilização é simples, basta enviar um documento (ex. HTML, Word, TXT ou RTF) por e-mail e em poucos minutos os documentos são devolvidos em formato Braille ou em ficheiro áudio com voz sintetizada. Um dos pontos positivos é que não é necessária a instalação de tecnologia adicional no computador dos utilizadores, basta qualquer computador que esteja ligado à Internet e uma conta de e-mail.

Benefícios do RoboBraille:• Criar independência a quem está impedido de aceder a material impresso: O RoboBraille permite o acesso à informação no formato que o indivíduo necessite (Braille/áudio).
• Baixo custo de processamento de documentos: O RoboBraille não aumenta os custos de produção pois á baseado num sistema de conversão de email e braille existente.
• Velocidade da conversão de documentos: O RoboBraille converte documentos para Braille ou áudio em minutos reduzindo o tempo de produção.

Projectos Nacionais de introdução das TIC no Ensino não Superior

Temos vindo a assistir a uma profunda e perceptível mudança com os efeitos do surgimento das tecnologias. E como não podia deixar de ser, o sistema educativo e os seus agentes também se inserem nesta mudança.Foi nos anos 80 que o nosso país assumiu, com alguma intensidade, o enfoque tecnológico, criando novos e diferentes espaços de aprendizagem numa lógica de renovação do próprio sistema educativo.
Passo a citar alguns projectos que merecem particular referência:

- O Projecto Minerva (1985 – 1994) merece um especial destaque, porque foi o primeiro grande projecto nacional das TIC na Educação não Superior que englobou universidades, institutos e escolas de todos os níveis de ensino com o objectivo de incluir o ensino das TIC nos planos curriculares, promover o uso das TIC como meios auxiliares de ensino das outras disciplinas escolares e formar orientadores, formadores e professores.



- O Programa Internet na Escola (1997 – 2003) promovido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia teve como objectivo a colocação de um computador multimédia com ligação à Internet em todas as escolas do Ensino Básico e Secundário. Com o objectivo de acompanhar este Programa foi criada a uARTE (Unidade de Apoio à Rede Telemática Educativa) para assegurar o acompanhamento deste programa através da promoção da produção de conteúdos científicos e tecnológicos disponíveis na Internet. A uARTE pretende ainda desenvolver actividades telemáticas nas escolas e, promover formas de interacção entre os vários parceiros educativos.



- O Programa Nónio Século XXI (1996 – 2002) criado pelo Despacho Nº232/ME/96 visava “a melhoria das condições em que funciona a escola e o sucesso do processo ensino-aprendizagem; a qualidade e a modernização da administração do sistema educativo; o desenvolvimento do mercado nacional de criação de software para educação com finalidades pedagógicas e de gestão; a contribuição do sistema educativo para o desenvolvimento de uma sociedade de informação mais reflexiva e participada”.



- Os Centros de Competência surgem a partir do contexto do Programa Nónio numa lógica de continuidade das experiências já realizadas. Visam principalmente contribuir para a reflexão sobre a problemática da tecnologia em ambiente educativo e apoiar as escolas e os seus projectos nesta vertente.



- O ECRIE (Equipa de Computadores, Rede e Internet nas Escolas), de acordo com o Despacho Nº15 322/2007, “(…) é uma equipa multidisciplinar, dirigida por um coordenador e criada na dependência directa do director-geral, à qual compete genericamente conceber, desenvolver, concretizar e avaliar iniciativas mobilizadoras e integradoras no domínio do uso dos computadores, redes e Internet nas escolas e nos processos de ensino-aprendizagem, incluindo, designadamente, as seguintes áreas de intervenção: a) desenvolvimento do currículo de tecnologias de informação e comunicação (TIC) nos ensinos básico e secundário e respectiva formação de professores; b) promoção e dinamização do uso dos computadores, de redes e da Internet nas escolas; c) apetrechamento e manutenção de equipamentos de TIC nas escolas.”



- Actualmente, assistimos ao Plano Tecnológico da Educação (PTE - 2007), que tem como ambição "colocar Portugal entre os cinco países Europeus mais avançados ao nível de modernização tecnológica do ensino" e é composto por 3 eixos de actuação – Tecnologia, Conteúdos e Formação –, que abrangem (de forma integrada e transversal) todos os domínios relacionados com a modernização do sistema educativo português.

Utilidade dos Blogs



A importância do uso do blog na educação

Quero dar-vos a conhecer a importância dos Blogs na base do ensino-aprendizagem. A Unidade Curricular, Tecnologias Educativas, abriu de facto os meus "olhos" para uma nova realidade. Alargou os meus horizontes...
Os blogs são formas de ensinar e aprender, muito ricas tanto para o professor como para o aluno. Actualiza, instimula a curiosidade, a pesquisa e a aprendizagem e contudo é uma forma de comunicação entre alunos, professores e família.

É um utensílio para ensinar e aprender, e uma forma de troca de conhecimentos e publicação dos seus conhecimentos construídos e produzidos.

Os blogs – espaço de interacção na internet que são actualizados periodicamente e obedecem a uma ordem cronológica – consistem num fenómeno recente, mas que conquistou as mais diferentes categorias de internautas pela própria dinâmica da página.

No blog, os alunos são colocados em contacto com diversas fontes e opiniões e, neste aspecto, pode-se exercitar o poder de argumentação. “Trata-se de uma ferramenta motivadora para a escrita, que pode ser usada pelo professor, e que se transforma em espaço de debate para o aluno”.

A maioria das pessoas tem utilizado os blogs como diários pessoais, porém um blog pode ter qualquer tipo de conteúdo e ser utilizado para diversos fins. Uma das vantagens das ferramentas do blog é possibilitar que os usuários publiquem os seus conteúdos sem a necessidade de saber como são construídas páginas na Internet.

O que podemos fazer com um blog?

1 - Publicar material didáctico
2 - Socializar as produções de alunos
3 - Trabalhar de forma colaborativa entre alunos/professores
4 - Interagir com outros grupos
5 - Realizar provas/exercícios
6 - Estimular a participação utilizando diferentes linguagens
7 - Aproximar-nos das publicações multimédia
8 - Funcionar como espaço de experimentação na investigação das nossas práticas
9 - Guiar, coordenar e moderar de forma virtual os trabalhos apresentados na turma.
10 - Propor actividades lúdicas
11 – Incentivar a construção de redes
12 – Propiciar a aprendizagem colaborativa por meio de estratégias de criação em equipas...

O Mundo e as Tecnologias



O mundo assiste hoje à integração e à implementação de novos meios que permitem uma maior rapidez e eficácia na troca de informação.
O acesso a redes dentro e fora das empresas, a videoconferência em rede local a utilização partilhada de documentos em tempo real e a redistribuição de chamadas telefónicas são alguns exemplos destas novas tecnologias.

A evolução das tecnologias de informação e da comunicação impõe uma redefinição do espaço de trabalho. Hoje é mais rápido enviar um e-mail do que uma carta por correio.


Cada vez menos será o trabalhador a deslocar-se ao trabalho, e cada vez mais será o trabalho que virá até o trabalhador.
Trabalhar a partir de casa parece ser cada vez mais a hipótese acertada numa altura em que a flexibilidade se tornou num dos assuntos da ordem do dia.

Se é na escola que o aluno enquanto ser social compreende o seu papel de cidadão, começa a integrar-se à sociedade e à sua cultura, deve se nela também, que ele comece a entender o mundo, os valores...
A geração de jovens que está hoje dante de nós, é a geração do "ciberespaço" - televisão, computadores, jogos, vídeos, etc. É de fundamental imporância construi actualmente, um ensino que seja ligado à vida social dos alunos,inerente aoseu tempo, incorporando ao processo de ensino - aprendizagem a Tecnologia Educativa.
É preciso que o aluno seja criativo, participativo, motivado, a ir mais além do que já conhecena sala de aula!
Nada mais adequado a isto do que a integração das Tecnologis Educativas no ensino - aprendizagem.